Tesão pela vida
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Para muita gente, o que realmente falta, não é a grana que tanto deseja para quitar dívidas, nem é o grande amor que vai amparar a sua velhice, nem é o carro novo que pode levar para qualquer lugar, e pensando bem, nem a casa com que tanto sonha, nem tampouco uma chácara no meio do nada…
O que realmente falta é o “tesão pela vida”, aquela coisa de adaptar-se a qualquer situação, sempre com um sorrisão no rosto, aquela coisa de ficar bem onde estiver, estar bem com “quanto estiver”, de rir de tudo e rir do nada, amar quem lhe ama e quem não tá nem aí, ser do mundo, porque o mundo é seu!
Esse é o seu desafio: transformar aquele “trabalho horroroso” em fonte de prazer e satisfação, transformar o curso tão sacrificante em matéria de desejo, em realização.
Pegar o velho relacionamento, que anda meio apagado, e transformar em uma noite tórrida de paixão, em outra, uma sessão de cinema (ainda que em casa) com pipoca e muito amor.
Transformar a noite solitária em “solidária”, visitar uns amigos, parentes e até desconhecidos da rua. Espantar a tristeza com uma certeza: o mundo pode ser muito melhor.
Alegre-se! Deixe a tristeza encostada na porta desconhecida, e não volte para buscá-la.
Sinta-se plenamente pronto para viver, que venha o melhor, que venham coisas boas, e as coisas ruins, tire de letra, pois que sabe cultivar a felicidade, sabe remover espinhos.
“Você é a própria essência do que deseja ter, que seja então, ainda hoje, o melhor que pode ser. Seja feliz!”
Um cantinho pra poder trocar ideias, pensamentos ou apenas deixar um recadinho!
Pensar, ler, aprimorar e evoluir!
12 maio 2010
Somente o necessário: Excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas
por Carlos Hilsdorf
Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso.
Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência.
Comemos em excesso (observe você mesmo), trabalhamos em excesso (anda cansado, não é?), guardamos coisas em excesso (dê uma olhada em suas gavetas), nos importamos em excesso com a opinião dos outros... Há um excesso de preocupações e acúmulo de “gorduras” em diversas áreas de nossas vidas.
Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.
Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais.
Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.
Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.
Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!
Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...
Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.
Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.
Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.
Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...
por Carlos Hilsdorf
Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso.
Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência.
Comemos em excesso (observe você mesmo), trabalhamos em excesso (anda cansado, não é?), guardamos coisas em excesso (dê uma olhada em suas gavetas), nos importamos em excesso com a opinião dos outros... Há um excesso de preocupações e acúmulo de “gorduras” em diversas áreas de nossas vidas.
Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.
Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais.
Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.
Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.
Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!
Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...
Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.
Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.
Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.
Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...
29 abril 2010
A Vida é um espelho! Contribuição da Juliana!
Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento. Chovia forte e já era noite. Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou seu carro e se aproximou.
O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma?
Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto. Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse:
Eu estou aqui para ajudar madame, não se preocupe. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Renato.
Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora de idade avançada era ruim o bastante.
Renato abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Ele já estava trocando o pneu. Mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
Enquanto apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de São Paulo e que só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.
Renato apenas sorriu enquanto se levantava.
Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Renato não tivesse parado e ajudado.
Renato não pensava em dinheiro, aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe havia ajudado bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.
E respondeu: Se realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de que ela precisar. E acrescentou: e lembre-se de mim.
Esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimente, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo.
Alguns quilômetros abaixo a senhora parou seu carro num pequeno restaurante. Entrou para comer alguma coisa.
Era um restaurante muito simples, e tudo ali era estranho para ela. A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem a sua atitude.
A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Renato.
Depois que terminou a sua refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou.
Já tinha partido quando a garçonete voltou. Ela queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de cem reais.
Existiam lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia: “você não me deve nada, eu já tenho o bastante”. Alguém me ajudou hoje e da mesma forma estou lhe ajudando.
Se você realmente quiser me reembolsar por este dinheiro, não deixe este círculo de amor terminar com você, ajude alguém.
Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir, e a garçonete voltou ao trabalho.
Aquela noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu marido já estava dormindo e ela ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.
Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebê que estava para nascer no próximo mês, como estava difícil!
Ficou pensando na bênção que havia recebido, deu um grande sorriso, agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:
Tudo ficará bem; eu te amo Renato!
A vida é assim, um espelho. Tudo o que você transmite volta para você, e geralmente em dobro.
O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma?
Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto. Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse:
Eu estou aqui para ajudar madame, não se preocupe. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Renato.
Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora de idade avançada era ruim o bastante.
Renato abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Ele já estava trocando o pneu. Mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
Enquanto apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de São Paulo e que só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.
Renato apenas sorriu enquanto se levantava.
Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Renato não tivesse parado e ajudado.
Renato não pensava em dinheiro, aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe havia ajudado bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.
E respondeu: Se realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de que ela precisar. E acrescentou: e lembre-se de mim.
Esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimente, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo.
Alguns quilômetros abaixo a senhora parou seu carro num pequeno restaurante. Entrou para comer alguma coisa.
Era um restaurante muito simples, e tudo ali era estranho para ela. A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem a sua atitude.
A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Renato.
Depois que terminou a sua refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou.
Já tinha partido quando a garçonete voltou. Ela queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de cem reais.
Existiam lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia: “você não me deve nada, eu já tenho o bastante”. Alguém me ajudou hoje e da mesma forma estou lhe ajudando.
Se você realmente quiser me reembolsar por este dinheiro, não deixe este círculo de amor terminar com você, ajude alguém.
Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir, e a garçonete voltou ao trabalho.
Aquela noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu marido já estava dormindo e ela ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.
Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebê que estava para nascer no próximo mês, como estava difícil!
Ficou pensando na bênção que havia recebido, deu um grande sorriso, agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:
Tudo ficará bem; eu te amo Renato!
A vida é assim, um espelho. Tudo o que você transmite volta para você, e geralmente em dobro.
23 abril 2010
Contribuição do Jofir! Obrigada!
A GLOBALIZAÇÃO E O HALLOWEEN
Vivemos um irreversível processo de globalização, que estreita as fronteiras sócio-político-econômicas e muda as práticas culturais, gerando uma fragilidade nas certezas do conhecimento e criando uma nova realidade, um novo estilo de vida com novas formas de relacionamento interpessoal.
Esse contexto histórico mundial, de gestação de uma sociedade global interdependente, formada de estratos culturais heterogêneos, tem, ao lado de potenciais avanços positivos (como a extraordinária força libertadora decorrente da universalização de conhecimentos), certos aspectos que causam perplexidade, dentre os quais destaco, aqui, o problema da massificação das culturas populares como parte de um processo de luta pelo poder.
A luta pelo poder na incipiente sociedade global interdependente nada tem a ver com dinheiro ou com aparato militar. A nova forma de poder reside na posse dos códigos de informação e imagens de representação em torno dos quais as sociedades se estruturam e as pessoas constroem suas vidas e decidem seu comportamento. A disputa pelo poder, portanto, é hoje uma batalha ininterrupta e silenciosa pelos códigos culturais da sociedade, que se encontram na mente das pessoas.
Sob essas novas condições, em que as sociedades dominantes, mais articuladas e aparelhadas, expandem seus impérios culturais, é preciso (re)construir uma identidade cultural de resistência, uma identidade defensiva baseada na cultura brasileira.
Bem por isso, não posso deixar de desprezar a comemoração do halloween, contra a qual luto vigorosamente. Fato recente em nosso país, o halloween (que, na verdade, surgiu na Irlanda) chegou aqui através da grande influência da cultura norte-americana. O Halloween, irrefletidamente impulsionado e difundido ad nauseam pela Mídia, está se alastrando por todos os recantos do Brasil, minando nossa cultura e desconstruindo nossa identidade.
Não estou sozinho nesta luta. No ano de 2003, a revista Nova Escola fez uma pesquisa questionando se as escolas deveriam comemorar o halloween e mais de 75% dos pais foram contra. Em virtude da pressão de inúmeros brasileiros que, como eu, defendem que o “dia das bruxas” deveria simplesmente ser esquecido, em 2005 foi oficialmente criado, em caráter nacional, o Dia do Saci, comemorado exatamente em 31 de outubro.
O propósito manifesto da instituição oficial do Dia do Saci na mesma data do halloween foi diminuir a influência norte-americana em nosso país e valorizar a nossa cultura, pois temos um folclore muito mais rico (saci-pererê, curupira, boitatá, boto, negrinho do pastoreio, cuca, lobisomem, iara, mula-sem-cabeça, etc.).
Convém ressaltar que a (re)definição de uma identidade de resistência não tem nenhuma relação com nacionalismo ou fundamentalismo, mas com a auto-preservação do nosso povo, na medida em que o embrião da nova sociedade mundial está sendo gerado nos campos da batalha pelo poder da identidade cultural.Além da questão da lógica do poder na sociedade informacional, também há outros aspectos relevantes a considerar.
Todo projeto construtivista tem o elogiável escopo de formar adultos pensantes, criativos, com espírito crítico, pois o que define o ser humano não é apenas saber o que se está fazendo, mas substancialmente saber por que se está fazendo algo. Assim, convém indagar: porque celebrar o halloween? O que acrescenta ao conhecimento evocar criaturas macabras, aprender a estória de Jack-o-Lantern ou usar fantasias assustadoras? Que valores estamos transmitindo às crianças que ameaçam “doçura ou travessura”? Qual a ética subjacente à cultura americana do “Trick or Treat”?
O halloween valoriza um comportamento que praticamente exclui qualquer possibilidade de cultivo de relações éticas, na medida em que propõe o lema: faça o que eu quero ou lhe faço uma maldade. Vê-se que a “moral” do halloween é justamente o oposto do fundamento ético universal, o imperativo categórico de KANT (que sugere que façamos aos outros o que gostaríamos que todos fizessem).
A comemoração do halloween no Brasil é a celebração da mediocridade e do culto à massificação, que permite a manipulação fácil das pessoas influenciáveis. Não se constrói uma intensa consciência crítica com base em "modismos", notadamente quando a “moral da estória” é: posso realizar meu desejo de qualquer modo, posso até obter o prazer - do doce - através do susto, da força, do medo ou da coação.
PLATÃO, dizia que, na escola, as crianças deveriam primeiro aprender a controlar seus desejos, desenvolvendo a temperança, para depois incrementar a coragem e finalmente trabalhar para atingir a sabedoria. Para ARISTÓTELES, essa espécie de "pedagogia" para o desenvolvimento das virtudes, pressupõe a preocupação de incentivar bons hábitos, “que induzam quem aprende a gostar e a desgostar acertadamente, à semelhança da terra que deve nutrir a semente”.
Esta educação para a ética obviamente nada tem a ver com o Fred Krugger, Jason, Drácula e o utilitarismo barato do “Trick or Treat”, mas se baseia em atividades que fortaleçam a auto-estima e cultivem as virtudes, especialmente a fraternidade, a tolerância, a compaixão, a igualdade, a amizade, o amor e a convivência harmoniosa com a natureza, para devolver ao ser humano o sentido de sua dignidade e de seu indispensável caráter sagrado.
Só assim estaremos formando adultos críticos e criativos, habilitados para participar positivamente da vida da comunidade.Para que possamos nos olhar no espelho desta estranha realidade histórica sem susto e, sobretudo, sem medo de não gostar da imagem refletida.
Jofir Avalone Filho
Vivemos um irreversível processo de globalização, que estreita as fronteiras sócio-político-econômicas e muda as práticas culturais, gerando uma fragilidade nas certezas do conhecimento e criando uma nova realidade, um novo estilo de vida com novas formas de relacionamento interpessoal.
Esse contexto histórico mundial, de gestação de uma sociedade global interdependente, formada de estratos culturais heterogêneos, tem, ao lado de potenciais avanços positivos (como a extraordinária força libertadora decorrente da universalização de conhecimentos), certos aspectos que causam perplexidade, dentre os quais destaco, aqui, o problema da massificação das culturas populares como parte de um processo de luta pelo poder.
A luta pelo poder na incipiente sociedade global interdependente nada tem a ver com dinheiro ou com aparato militar. A nova forma de poder reside na posse dos códigos de informação e imagens de representação em torno dos quais as sociedades se estruturam e as pessoas constroem suas vidas e decidem seu comportamento. A disputa pelo poder, portanto, é hoje uma batalha ininterrupta e silenciosa pelos códigos culturais da sociedade, que se encontram na mente das pessoas.
Sob essas novas condições, em que as sociedades dominantes, mais articuladas e aparelhadas, expandem seus impérios culturais, é preciso (re)construir uma identidade cultural de resistência, uma identidade defensiva baseada na cultura brasileira.
Bem por isso, não posso deixar de desprezar a comemoração do halloween, contra a qual luto vigorosamente. Fato recente em nosso país, o halloween (que, na verdade, surgiu na Irlanda) chegou aqui através da grande influência da cultura norte-americana. O Halloween, irrefletidamente impulsionado e difundido ad nauseam pela Mídia, está se alastrando por todos os recantos do Brasil, minando nossa cultura e desconstruindo nossa identidade.
Não estou sozinho nesta luta. No ano de 2003, a revista Nova Escola fez uma pesquisa questionando se as escolas deveriam comemorar o halloween e mais de 75% dos pais foram contra. Em virtude da pressão de inúmeros brasileiros que, como eu, defendem que o “dia das bruxas” deveria simplesmente ser esquecido, em 2005 foi oficialmente criado, em caráter nacional, o Dia do Saci, comemorado exatamente em 31 de outubro.
O propósito manifesto da instituição oficial do Dia do Saci na mesma data do halloween foi diminuir a influência norte-americana em nosso país e valorizar a nossa cultura, pois temos um folclore muito mais rico (saci-pererê, curupira, boitatá, boto, negrinho do pastoreio, cuca, lobisomem, iara, mula-sem-cabeça, etc.).
Convém ressaltar que a (re)definição de uma identidade de resistência não tem nenhuma relação com nacionalismo ou fundamentalismo, mas com a auto-preservação do nosso povo, na medida em que o embrião da nova sociedade mundial está sendo gerado nos campos da batalha pelo poder da identidade cultural.Além da questão da lógica do poder na sociedade informacional, também há outros aspectos relevantes a considerar.
Todo projeto construtivista tem o elogiável escopo de formar adultos pensantes, criativos, com espírito crítico, pois o que define o ser humano não é apenas saber o que se está fazendo, mas substancialmente saber por que se está fazendo algo. Assim, convém indagar: porque celebrar o halloween? O que acrescenta ao conhecimento evocar criaturas macabras, aprender a estória de Jack-o-Lantern ou usar fantasias assustadoras? Que valores estamos transmitindo às crianças que ameaçam “doçura ou travessura”? Qual a ética subjacente à cultura americana do “Trick or Treat”?
O halloween valoriza um comportamento que praticamente exclui qualquer possibilidade de cultivo de relações éticas, na medida em que propõe o lema: faça o que eu quero ou lhe faço uma maldade. Vê-se que a “moral” do halloween é justamente o oposto do fundamento ético universal, o imperativo categórico de KANT (que sugere que façamos aos outros o que gostaríamos que todos fizessem).
A comemoração do halloween no Brasil é a celebração da mediocridade e do culto à massificação, que permite a manipulação fácil das pessoas influenciáveis. Não se constrói uma intensa consciência crítica com base em "modismos", notadamente quando a “moral da estória” é: posso realizar meu desejo de qualquer modo, posso até obter o prazer - do doce - através do susto, da força, do medo ou da coação.
PLATÃO, dizia que, na escola, as crianças deveriam primeiro aprender a controlar seus desejos, desenvolvendo a temperança, para depois incrementar a coragem e finalmente trabalhar para atingir a sabedoria. Para ARISTÓTELES, essa espécie de "pedagogia" para o desenvolvimento das virtudes, pressupõe a preocupação de incentivar bons hábitos, “que induzam quem aprende a gostar e a desgostar acertadamente, à semelhança da terra que deve nutrir a semente”.
Esta educação para a ética obviamente nada tem a ver com o Fred Krugger, Jason, Drácula e o utilitarismo barato do “Trick or Treat”, mas se baseia em atividades que fortaleçam a auto-estima e cultivem as virtudes, especialmente a fraternidade, a tolerância, a compaixão, a igualdade, a amizade, o amor e a convivência harmoniosa com a natureza, para devolver ao ser humano o sentido de sua dignidade e de seu indispensável caráter sagrado.
Só assim estaremos formando adultos críticos e criativos, habilitados para participar positivamente da vida da comunidade.Para que possamos nos olhar no espelho desta estranha realidade histórica sem susto e, sobretudo, sem medo de não gostar da imagem refletida.
Jofir Avalone Filho
12 abril 2010
Mais belas frases! Contribuição da Lourdes!
1. "Aprender é transformar-se na relação com o outro" - Henri Wallon
2-" A educação só tem sentido quando leva em consideração a felicidade do ser humano" - Rubem Alves
2-" A educação só tem sentido quando leva em consideração a felicidade do ser humano" - Rubem Alves
07 abril 2010
Maravilhosa Mensagem! Vale a pena! Obrigada Zuzima!
É um pouco longo, mas vale a pena! A escritora nigeriana Chimamanda Adichie fala sobre o perigo da história única.
Bastante pertinente para todos que desejam o fim do discurso único, sobretudo em nossa querida mídia e indústria cultural tupiniquim.
Bjs Zuzima
"Numa sociedade sustentada pela mentira, qualquer expressão de verdade, ou de liberdade, é vista como loucura". Emma Goldman
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html
Bastante pertinente para todos que desejam o fim do discurso único, sobretudo em nossa querida mídia e indústria cultural tupiniquim.
Bjs Zuzima
"Numa sociedade sustentada pela mentira, qualquer expressão de verdade, ou de liberdade, é vista como loucura". Emma Goldman
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html
Contribuição de Adriano Rodrigues!
A Complicada Arte de Ver - Rubem Alves
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...
O texto acima foi extraído da seção "Sinapse", jornal "Folha de S.Paulo", versão on line, publicado em 26/10/2004.Agradecimento!
Obrigada amigos pelo envio dos textos e dicas para nosso blog!
Ana Maria viu seu texto aqui?
Beijocas,
Tânia
Ana Maria viu seu texto aqui?
Beijocas,
Tânia
Recomeçar!
Recomeçar
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste as portas. Chorou muito?Foi limpeza de alma.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o inicio de tua melhora.
Pois é... agora é hora de reiniciar, de pensar na luz,de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado diferente, um novo, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa. Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando...
Ta se sentindo sozinho? Besteira tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza ,nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Aonde você quer chegar? Alto? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida. Pensando assim, trazemos pra nós aquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor, principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental. Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisa tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e todas aquelas tranqueiras que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o “Amor”.
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho de minha altura”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste as portas. Chorou muito?Foi limpeza de alma.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o inicio de tua melhora.
Pois é... agora é hora de reiniciar, de pensar na luz,de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado diferente, um novo, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa. Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando...
Ta se sentindo sozinho? Besteira tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza ,nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Aonde você quer chegar? Alto? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida. Pensando assim, trazemos pra nós aquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor, principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental. Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisa tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e todas aquelas tranqueiras que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o “Amor”.
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho de minha altura”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
30 março 2010
Excelente texto!

CUIDADO FRÁGIL (Revista Cláudia/março 2010)
De olho no futuro, mergulhamos nossas crianças numa infância árida, em que todo sentido de realização ficou adiado para o amanhã. O problema é que, longe de resultar nos adultos encantadores, inteligentes e competentíssimos que idealizamos, essa atitude pode levar a uma geração apática, egoísta e imatura. Suzana Lakatos e Fábio Mello
Uma nação de fracos. É isso que a jornalista americana Hara Estroff Marano prevê para o futuro nos Estados Unidos – um cenário reconhecido também por psicólogos e educadores brasileiros. Por fracos, entenda-se uma geração que está crescendo sob a tutela excessiva dos pais, incapaz de suportar frustrações e acostumada a se achar merecedora de todas as facilidades que puder arrebanhar em nome do sucesso pessoal. Como efeito colateral, mostra-se socialmente inepta e temerosa de correr riscos e inovar. Para Hara – articulista de comportamento que colabora com publicações conceituadas, como a revista Psychology Today e o jornal The New York Times -, o fenômeno é um tiro no pé para os pais, que, com um planejamento minucioso do que julgam melhor para o futuro dos filhos, suprimem a espontaneidade da infância em nome das habilidades presumivelmente necessárias para suas crianças serem vencedoras.
Endossada por renomados especialistas americanos, a tese de Hara virou um livro supercomentado (A Nation of Wimps, Ed. Broadway, ainda sem tradução para o português). A diferença entre o que ela descreve e o que especialistas vêem no Brasil, é apenas a escala, já que nossa classe média é menor. “Os pais têm a falsa noção de que a felicidade dos filhos está vinculada ao êxito profissional, mas os estudos mostram que ela depende da percepção de um sentido para a vida”, afirma a pedagoga Telma Vinha, professora da Unicamp e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral da Unesp de Rio Claro (SP).
A fórmula do insucesso
Pais perfeccionistas dedicam-se a desenhar um futuro perfeito para os filhos. Assim, a criança deixar de ter uma vida real para se transformar no projeto minuciosamente arquitetado de um adulto. Para realizar esse ideal, ela é colocada na melhor escola, pratica dança, esporte, cursa inglês, faz artes, aprende música – sempre sob o olhar atento de professores, babás e especialistas, preocupados em mostrar serviços e manter o pequeno ocupado. Até nas festas infantis, clubes e hotéis, há sempre a monitoria de um adulto. Não sobra tempo para o ócio, a brincadeira descompromissada, a fantasia e a interação espontânea com outras crianças. “’É um modelo invasivo de cuidado que prolonga a dependência e resulta em jovens tensos e irritados”, afirma Telma. Nessa estufa, há pouca tolerância para os erros. Os pais tendem a interpretar os insucessos do filho como falhas de seu planejamento e se apressam em buscar soluções e justificativas como se derrotas e frustrações não fossem parte da vida. Se a criança tira nota baixa, pressionam a escola. Se o filho vai sistematicamente mal, chegam a forçar diagnósticos que possam render algum tipo de vantagem condescendente para ele. O menino Roberto, 8 anos, é um exemplo. De uma família de alto poder aquisitivo, ele não fazia as provas, ignorava as aulas e tinha inúmeros comportamentos inadequados. Diagnosticado pela escola como hiperativo e com transtorno de déficit de atenção, ele iniciou uma terapia e logo se percebeu que o problema era o excesso de tarefas, carência afetiva e falta de convívio com outras crianças. A solução? Brincadeiras com amigos, horários para fazer lição e liberdade para escolher as atividades extras. Bastou esse “remédio” para reverter à situação.
Crianças para sempre
Na adolescência, os prejuízos tornam-se ainda mais nítidos. “Tem aumentado o número de universitários que procuram nosso centro de psicologia. Eles não aprenderam a resolver problemas na infância e ficam deprimidos aos notar que não sabem dar conta de nada, isso pode ser o gatilho de transtornos psiquiátricos mais graves”, alerta a psicóloga Sandra Leal Calais, professora de pós-graduação do Instituto de Psicologia da Unesp de Bauru. Esse sentimento de impotência levou o jovem Paulo, 19 anos, a buscar atendimento psicológico. Aluno brilhante, ainda está em tratamento para vencer a tristeza que se abatei sobre ele quando entrou na faculdade. Afinal, passos importantes como esses dependem de uma vivencia anterior que tenha incutido a noção de que é possível resolver problemas. “Não é algo que se ensine, mas que se permite vivenciar. Senão, o resultado é um indivíduo fraco, incapaz de lutar por seus projetos. Ou que, inversamente, reage tornando-se autoritário e competitivo ao extremo, como aqueles que são alçados à liderança sem a devida maturidade. O cenário para as próximas décadas é preocupante”, analisa o psicólogos Hélio Deliberador, pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias da PUC-SP.
É aí que toda a sociedade pode sair perdendo. Ilhados no próprio meio, muitos desses jovens desconhecem a cidade em que vivem e os problemas do cotidiano. “Dá medo das decisões que virão a tomar quando assumirem o comando social – não tanto pelo desconhecimento do outro”, pondera a antropóloga Ana Lúcia Pastore, professora da Universidade de São Paulo. Ela acha assustador, por exemplo, que juízes cada vez mais jovens vindos desse mundo fechado decidem questões que eles só conhecem pelas telas. Mas não precisa ir tão longe. Mesmo em atividades sem implicações sociais tão diretas, os filhos desse modelo individualista começam sem implicações sociais tão diretas, os filhos desse modelo individualista começam a ser questionados. Bem-informados e polivalentes, eles apresentam competências e diferenciais que nenhuma geração possuiu. “Mas também são arrogantes e imediatistas. Receberam dos pais muito mais do que alguém precisa para uma formação saudável e querem que tudo aconteça do modo deles, inclusive os relacionamentos profissionais”, diz a psicóloga Suzy Zveibil, de São Paulo, amparando-se numa pesquisa sobre estagiários e trainees realizada no final de 2009 com 100 gestores.
Deprimidas, solitárias e emocionalmente analfabetas. É alto o preço que as novas gerações estão pagando por não vivenciar na infância o erro, o arrependimento, a fantasia. “Se não tiverem a chance de superar pequenas rejeições desde cedo, de que modo nossos filhos aprenderão a lidar como as grandes rejeições da vida adulta, como perder o emprego ou ser trocado pelo parceiro por outro amor?”, pergunta Telma.
A mãe da IDEIA
Hara Estroff Marano vive em nova York, nos Estados Unidos, e é mãe de dois jovens. Ela falou com CLAUDIA sobre o que chama de “falta de fé na criança e no mundo”.
Sua “nação de fracos” é um fenômeno individual ou social” ? É geracional. Os pais que estão aí são os primeiros a criar o filho em uma economia globalizada, imprevisível. Estão ansiosos com o futuro e, por isso, investem pesadamente nas suas crianças. O problema se origina nas classes média e alta, mas seus efetivos vão mais longe, pois elas estabelecem padrões sociais.
Em que outros países esse problema ocorre? Ocorre em qualquer lugar onde exista classe média que possa se dedicar ao futuro dos filhos. Na Suécia, por exemplo, os pais superprotetores são chamados de curling, em referencia a um jogo em que é preciso tirar a neve da frente antes de cada jogada – na analogia, esses pais vivem prontos para remover obstáculos do caminho dos filhos. O tema tem alta receptividade também no Brasil (muitos brasileiros contatam a autora pelo site www.nationofwimps.com).
Como isso prejudica a criança e a sociedade? Sem aprender na prática que pode superar erros e conviver com a frustração e o fracasso, os jovens passam a viver na defensiva e tornam-se também maus líderes, porque não sabem lidar com riscos, crises e conflitos.
Mas porque os pais põem os filhos em uma redoma? Porque eles não tem noção das conseqüências de isolar a criança das vicissitudes da vida. Educar requer pais com sabedoria e autoconfiança para deixar o filho falhar e aprender com essas experiências.
Para ser FELIZ
Perguntamos aos especialistas entrevistados como tornar nossas crianças mais felizes e realizadas. As saídas deles são:
É preciso desenclausurar essa geração e colocá-la em contato com os dilemas do mundo. Temos
que mexer com suas inseguranças e incertezas para que ela possa refletir, mudar, crescer, descobrir e melhorar. ANA LÚCIA PASTORE SCHRITZMEYER, ANTROPÓLOGA.
Nem sempre as coisas acontecem como queremos, e o dirigismo dos pais não garante sucesso. Os jovens devem ter espaço para suas experiências boas ou ruins, longe da tutela familiar. HÉLIO DELIBERADOR, PSICÓLOGO.
É importante a criança se realizar e aprender a valorizar o dia a dia. Ou ela poderá se transformar em alguém cuja felicidade é medida apenas pelas posses que consegue reunir. SANDRA LEAL CALAIS,
PSICÓLOGA.
Os pais devem parar de agir no presente em função do futuro. O importante é atender as necessidades do filho em cada etapa. O que nos torna humanos – e não máquinas corporativas – é amar e ser amado, cultivar sonhos e objetivos. TELMA VINHA, PEDAGOGA.
De olho no futuro, mergulhamos nossas crianças numa infância árida, em que todo sentido de realização ficou adiado para o amanhã. O problema é que, longe de resultar nos adultos encantadores, inteligentes e competentíssimos que idealizamos, essa atitude pode levar a uma geração apática, egoísta e imatura. Suzana Lakatos e Fábio Mello
Uma nação de fracos. É isso que a jornalista americana Hara Estroff Marano prevê para o futuro nos Estados Unidos – um cenário reconhecido também por psicólogos e educadores brasileiros. Por fracos, entenda-se uma geração que está crescendo sob a tutela excessiva dos pais, incapaz de suportar frustrações e acostumada a se achar merecedora de todas as facilidades que puder arrebanhar em nome do sucesso pessoal. Como efeito colateral, mostra-se socialmente inepta e temerosa de correr riscos e inovar. Para Hara – articulista de comportamento que colabora com publicações conceituadas, como a revista Psychology Today e o jornal The New York Times -, o fenômeno é um tiro no pé para os pais, que, com um planejamento minucioso do que julgam melhor para o futuro dos filhos, suprimem a espontaneidade da infância em nome das habilidades presumivelmente necessárias para suas crianças serem vencedoras.
Endossada por renomados especialistas americanos, a tese de Hara virou um livro supercomentado (A Nation of Wimps, Ed. Broadway, ainda sem tradução para o português). A diferença entre o que ela descreve e o que especialistas vêem no Brasil, é apenas a escala, já que nossa classe média é menor. “Os pais têm a falsa noção de que a felicidade dos filhos está vinculada ao êxito profissional, mas os estudos mostram que ela depende da percepção de um sentido para a vida”, afirma a pedagoga Telma Vinha, professora da Unicamp e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral da Unesp de Rio Claro (SP).
A fórmula do insucesso
Pais perfeccionistas dedicam-se a desenhar um futuro perfeito para os filhos. Assim, a criança deixar de ter uma vida real para se transformar no projeto minuciosamente arquitetado de um adulto. Para realizar esse ideal, ela é colocada na melhor escola, pratica dança, esporte, cursa inglês, faz artes, aprende música – sempre sob o olhar atento de professores, babás e especialistas, preocupados em mostrar serviços e manter o pequeno ocupado. Até nas festas infantis, clubes e hotéis, há sempre a monitoria de um adulto. Não sobra tempo para o ócio, a brincadeira descompromissada, a fantasia e a interação espontânea com outras crianças. “’É um modelo invasivo de cuidado que prolonga a dependência e resulta em jovens tensos e irritados”, afirma Telma. Nessa estufa, há pouca tolerância para os erros. Os pais tendem a interpretar os insucessos do filho como falhas de seu planejamento e se apressam em buscar soluções e justificativas como se derrotas e frustrações não fossem parte da vida. Se a criança tira nota baixa, pressionam a escola. Se o filho vai sistematicamente mal, chegam a forçar diagnósticos que possam render algum tipo de vantagem condescendente para ele. O menino Roberto, 8 anos, é um exemplo. De uma família de alto poder aquisitivo, ele não fazia as provas, ignorava as aulas e tinha inúmeros comportamentos inadequados. Diagnosticado pela escola como hiperativo e com transtorno de déficit de atenção, ele iniciou uma terapia e logo se percebeu que o problema era o excesso de tarefas, carência afetiva e falta de convívio com outras crianças. A solução? Brincadeiras com amigos, horários para fazer lição e liberdade para escolher as atividades extras. Bastou esse “remédio” para reverter à situação.
Crianças para sempre
Na adolescência, os prejuízos tornam-se ainda mais nítidos. “Tem aumentado o número de universitários que procuram nosso centro de psicologia. Eles não aprenderam a resolver problemas na infância e ficam deprimidos aos notar que não sabem dar conta de nada, isso pode ser o gatilho de transtornos psiquiátricos mais graves”, alerta a psicóloga Sandra Leal Calais, professora de pós-graduação do Instituto de Psicologia da Unesp de Bauru. Esse sentimento de impotência levou o jovem Paulo, 19 anos, a buscar atendimento psicológico. Aluno brilhante, ainda está em tratamento para vencer a tristeza que se abatei sobre ele quando entrou na faculdade. Afinal, passos importantes como esses dependem de uma vivencia anterior que tenha incutido a noção de que é possível resolver problemas. “Não é algo que se ensine, mas que se permite vivenciar. Senão, o resultado é um indivíduo fraco, incapaz de lutar por seus projetos. Ou que, inversamente, reage tornando-se autoritário e competitivo ao extremo, como aqueles que são alçados à liderança sem a devida maturidade. O cenário para as próximas décadas é preocupante”, analisa o psicólogos Hélio Deliberador, pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias da PUC-SP.
É aí que toda a sociedade pode sair perdendo. Ilhados no próprio meio, muitos desses jovens desconhecem a cidade em que vivem e os problemas do cotidiano. “Dá medo das decisões que virão a tomar quando assumirem o comando social – não tanto pelo desconhecimento do outro”, pondera a antropóloga Ana Lúcia Pastore, professora da Universidade de São Paulo. Ela acha assustador, por exemplo, que juízes cada vez mais jovens vindos desse mundo fechado decidem questões que eles só conhecem pelas telas. Mas não precisa ir tão longe. Mesmo em atividades sem implicações sociais tão diretas, os filhos desse modelo individualista começam sem implicações sociais tão diretas, os filhos desse modelo individualista começam a ser questionados. Bem-informados e polivalentes, eles apresentam competências e diferenciais que nenhuma geração possuiu. “Mas também são arrogantes e imediatistas. Receberam dos pais muito mais do que alguém precisa para uma formação saudável e querem que tudo aconteça do modo deles, inclusive os relacionamentos profissionais”, diz a psicóloga Suzy Zveibil, de São Paulo, amparando-se numa pesquisa sobre estagiários e trainees realizada no final de 2009 com 100 gestores.
Deprimidas, solitárias e emocionalmente analfabetas. É alto o preço que as novas gerações estão pagando por não vivenciar na infância o erro, o arrependimento, a fantasia. “Se não tiverem a chance de superar pequenas rejeições desde cedo, de que modo nossos filhos aprenderão a lidar como as grandes rejeições da vida adulta, como perder o emprego ou ser trocado pelo parceiro por outro amor?”, pergunta Telma.
A mãe da IDEIA
Hara Estroff Marano vive em nova York, nos Estados Unidos, e é mãe de dois jovens. Ela falou com CLAUDIA sobre o que chama de “falta de fé na criança e no mundo”.
Sua “nação de fracos” é um fenômeno individual ou social” ? É geracional. Os pais que estão aí são os primeiros a criar o filho em uma economia globalizada, imprevisível. Estão ansiosos com o futuro e, por isso, investem pesadamente nas suas crianças. O problema se origina nas classes média e alta, mas seus efetivos vão mais longe, pois elas estabelecem padrões sociais.
Em que outros países esse problema ocorre? Ocorre em qualquer lugar onde exista classe média que possa se dedicar ao futuro dos filhos. Na Suécia, por exemplo, os pais superprotetores são chamados de curling, em referencia a um jogo em que é preciso tirar a neve da frente antes de cada jogada – na analogia, esses pais vivem prontos para remover obstáculos do caminho dos filhos. O tema tem alta receptividade também no Brasil (muitos brasileiros contatam a autora pelo site www.nationofwimps.com).
Como isso prejudica a criança e a sociedade? Sem aprender na prática que pode superar erros e conviver com a frustração e o fracasso, os jovens passam a viver na defensiva e tornam-se também maus líderes, porque não sabem lidar com riscos, crises e conflitos.
Mas porque os pais põem os filhos em uma redoma? Porque eles não tem noção das conseqüências de isolar a criança das vicissitudes da vida. Educar requer pais com sabedoria e autoconfiança para deixar o filho falhar e aprender com essas experiências.
Para ser FELIZ
Perguntamos aos especialistas entrevistados como tornar nossas crianças mais felizes e realizadas. As saídas deles são:
É preciso desenclausurar essa geração e colocá-la em contato com os dilemas do mundo. Temos
que mexer com suas inseguranças e incertezas para que ela possa refletir, mudar, crescer, descobrir e melhorar. ANA LÚCIA PASTORE SCHRITZMEYER, ANTROPÓLOGA.
Nem sempre as coisas acontecem como queremos, e o dirigismo dos pais não garante sucesso. Os jovens devem ter espaço para suas experiências boas ou ruins, longe da tutela familiar. HÉLIO DELIBERADOR, PSICÓLOGO.
É importante a criança se realizar e aprender a valorizar o dia a dia. Ou ela poderá se transformar em alguém cuja felicidade é medida apenas pelas posses que consegue reunir. SANDRA LEAL CALAIS,
PSICÓLOGA.
Os pais devem parar de agir no presente em função do futuro. O importante é atender as necessidades do filho em cada etapa. O que nos torna humanos – e não máquinas corporativas – é amar e ser amado, cultivar sonhos e objetivos. TELMA VINHA, PEDAGOGA.
29 março 2010
Vídeo Maravilhoso!
Entre nesse endereço e veja a beleza das palavras de Paulo Freire!
http://www.youtube.com/watch?v=dq3yHaELsjo
Abraços,
Tânia
http://www.youtube.com/watch?v=dq3yHaELsjo
Abraços,
Tânia
23 março 2010
Muito feliz!
Que delícia receber o incentivo dos amigos!
Estou preparando alguns materiais para enriquecer nosso blog!
Obrigada pelas contribuições...postarei em breve!
Beijos e até mais!
Estou preparando alguns materiais para enriquecer nosso blog!
Obrigada pelas contribuições...postarei em breve!
Beijos e até mais!
22 março 2010
Frases
A educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido."
(Burruhs Frederic Skinner)
BRINCAR É A MAIS ELEVADA FORMA DE PESQUISA!
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)
(Burruhs Frederic Skinner)
BRINCAR É A MAIS ELEVADA FORMA DE PESQUISA!
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)
A importância das palavras...
Nossas palavras têm grande força: acalentam e destroem, formam opinião ou são recebidas de modo inesperado pelo ouvinte e pelo leitor... Enquanto escrevo não sei o que cada palavra fará na cabeça dos leitores. Tenho boas intenções, refaço textos, escrevo para os leitores, mas – infelizmente – não sei como as palavras trabalham a consciência de cada um.
Isto me faz ponderar, medir, avaliar o peso e a força de cada uma delas. O que você vai ler em seguida foi resultado da vivência de vários anos de magistério, em sala de aula, coisa que curto até hoje. O que está escrito não foi montado para formar este artigo; é resultado da experiência. Coisas que foram ditas em sala de aula e que os alunos captaram como boas ou ruins.
Vou começar pelas frases sentidas como positivas. Depois, procure se reunir com seus colegas para ver se tais expressões são frequentes e quais outras positivas ouvem. Pense um pouco naquilo que foi dito a você na época do colégio, o que restou de positivo.- Vocês vão conseguir aprender esta matéria.- Não desanimem.- Contem comigo sempre, mesmo fora da escola.- Posso perder a paciência num momento, mas sou paciente durante a vida. Nosso relacionamento será ótimo.- Agradeço a amizade de todos vocês.- Procurarei ajudá-los sempre que for possível.- Não tenho a intenção de reprovar quem quer que seja.- Vocês serão alguém na vida.- Ajudar os outros é muito importante.- Vamos colaborar com nosso colega que está doente.- Hoje é aniversário de “fulano”, vamos saúda-lo.- Esforcem-se. Confiem na própria capacidade. Não desanimem.- É importante ter metas claras na vida e persegui-las.- A vida é cheia de dificuldades; todos nós temos dificuldades ; vocês não são os únicos. No que couber a mim, vou ajudá-los.- Quando você progride, o País progride com você.- A pontualidade de vocês é excelente. O respeito pelos outros também. É importante ser solidário com quem precisar e estiver mais próximo.- Esta matéria é importante para a vida de vocês porque...
Já ouvi muitas frases escolhidas pelos alunos como positivas. Fiz várias vezes o seguinte tipo de avaliação com eles: primeiramente escreviam frases ditas pelos educadores, sem citar nomes, classificando-as como positivas ou negativas. Numa segunda fase essas frases eram levadas aos educadores, incluindo-se o vocabulário desagradável aos ouvidos, e eram discutidas por eles.
As reações surgiam espontâneas; alguns se encontravam nas frases, até nas negativas. Alguns se corrigiram e se reafirmaram; outros, não. Esta seria uma excelente experiência para ser feita em sua escola. Se a direção não quiser, faça você com seus alunos, sobre frases que disse, e parta para uma auto-avaliação. Você nem pode imaginar quanta coisa já disse e que efeito teve, e ainda pode se deparar com frases que a você parecem boas, mas são tomadas pelos alunos como negativas. Isso ajuda muito na sintonia com as turmas.
Vamos agora ao outro lado da medalha: as frases sentidas como negativas.- Depois dessa resposta, recomendo-lhe feno.- Você pra burro só falta pena.- Você é um extrato de pó de fezes.- Não sabe? Dane-se eu já expliquei e você não prestou atenção! - Minha filha, se você usa um blusão da Yamaha, como se sente quando montada?- Quem não souber a resposta é burro.- Você não tem futuro.- Detesto pobre. Pobre nunca dá certo na vida.- Vocês são todos uns mauricinhos... Que se danem na vida.- Vocês merecem reprovação em massa, e reprovar é comigo mesmo!- Tomem cuidado porque na prova eu ferro vocês.- Cuidado, sou uma fera. Vocês ainda não viram nada!
Já lidei com todas as frases transcritas. Posso afirmar, mais uma vez, que são todas verídicas. De fato, existem profissionais que lesam a profissão e outras que a elevam ao seu ponto mais alto. Sugiro o mesmo exercício de avaliação proposto para as frases positivas. Esse tipo de reflexão ajuda os educadores a pensarem nas conseqüências de tais atitudes.
Texto de Hamilton Werneck, adaptado do livro Como vencer na vida sendo professor.
Isto me faz ponderar, medir, avaliar o peso e a força de cada uma delas. O que você vai ler em seguida foi resultado da vivência de vários anos de magistério, em sala de aula, coisa que curto até hoje. O que está escrito não foi montado para formar este artigo; é resultado da experiência. Coisas que foram ditas em sala de aula e que os alunos captaram como boas ou ruins.
Vou começar pelas frases sentidas como positivas. Depois, procure se reunir com seus colegas para ver se tais expressões são frequentes e quais outras positivas ouvem. Pense um pouco naquilo que foi dito a você na época do colégio, o que restou de positivo.- Vocês vão conseguir aprender esta matéria.- Não desanimem.- Contem comigo sempre, mesmo fora da escola.- Posso perder a paciência num momento, mas sou paciente durante a vida. Nosso relacionamento será ótimo.- Agradeço a amizade de todos vocês.- Procurarei ajudá-los sempre que for possível.- Não tenho a intenção de reprovar quem quer que seja.- Vocês serão alguém na vida.- Ajudar os outros é muito importante.- Vamos colaborar com nosso colega que está doente.- Hoje é aniversário de “fulano”, vamos saúda-lo.- Esforcem-se. Confiem na própria capacidade. Não desanimem.- É importante ter metas claras na vida e persegui-las.- A vida é cheia de dificuldades; todos nós temos dificuldades ; vocês não são os únicos. No que couber a mim, vou ajudá-los.- Quando você progride, o País progride com você.- A pontualidade de vocês é excelente. O respeito pelos outros também. É importante ser solidário com quem precisar e estiver mais próximo.- Esta matéria é importante para a vida de vocês porque...
Já ouvi muitas frases escolhidas pelos alunos como positivas. Fiz várias vezes o seguinte tipo de avaliação com eles: primeiramente escreviam frases ditas pelos educadores, sem citar nomes, classificando-as como positivas ou negativas. Numa segunda fase essas frases eram levadas aos educadores, incluindo-se o vocabulário desagradável aos ouvidos, e eram discutidas por eles.
As reações surgiam espontâneas; alguns se encontravam nas frases, até nas negativas. Alguns se corrigiram e se reafirmaram; outros, não. Esta seria uma excelente experiência para ser feita em sua escola. Se a direção não quiser, faça você com seus alunos, sobre frases que disse, e parta para uma auto-avaliação. Você nem pode imaginar quanta coisa já disse e que efeito teve, e ainda pode se deparar com frases que a você parecem boas, mas são tomadas pelos alunos como negativas. Isso ajuda muito na sintonia com as turmas.
Vamos agora ao outro lado da medalha: as frases sentidas como negativas.- Depois dessa resposta, recomendo-lhe feno.- Você pra burro só falta pena.- Você é um extrato de pó de fezes.- Não sabe? Dane-se eu já expliquei e você não prestou atenção! - Minha filha, se você usa um blusão da Yamaha, como se sente quando montada?- Quem não souber a resposta é burro.- Você não tem futuro.- Detesto pobre. Pobre nunca dá certo na vida.- Vocês são todos uns mauricinhos... Que se danem na vida.- Vocês merecem reprovação em massa, e reprovar é comigo mesmo!- Tomem cuidado porque na prova eu ferro vocês.- Cuidado, sou uma fera. Vocês ainda não viram nada!
Já lidei com todas as frases transcritas. Posso afirmar, mais uma vez, que são todas verídicas. De fato, existem profissionais que lesam a profissão e outras que a elevam ao seu ponto mais alto. Sugiro o mesmo exercício de avaliação proposto para as frases positivas. Esse tipo de reflexão ajuda os educadores a pensarem nas conseqüências de tais atitudes.
Texto de Hamilton Werneck, adaptado do livro Como vencer na vida sendo professor.
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