12 maio 2010

Tesão pela vida



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Para muita gente, o que realmente falta, não é a grana que tanto deseja para quitar dívidas, nem é o grande amor que vai amparar a sua velhice, nem é o carro novo que pode levar para qualquer lugar, e pensando bem, nem a casa com que tanto sonha, nem tampouco uma chácara no meio do nada…
O que realmente falta é o “tesão pela vida”, aquela coisa de adaptar-se a qualquer situação, sempre com um sorrisão no rosto, aquela coisa de ficar bem onde estiver, estar bem com “quanto estiver”, de rir de tudo e rir do nada, amar quem lhe ama e quem não tá nem aí, ser do mundo, porque o mundo é seu!
Esse é o seu desafio: transformar aquele “trabalho horroroso” em fonte de prazer e satisfação, transformar o curso tão sacrificante em matéria de desejo, em realização.
Pegar o velho relacionamento, que anda meio apagado, e transformar em uma noite tórrida de paixão, em outra, uma sessão de cinema (ainda que em casa) com pipoca e muito amor.
Transformar a noite solitária em “solidária”, visitar uns amigos, parentes e até desconhecidos da rua. Espantar a tristeza com uma certeza: o mundo pode ser muito melhor.
Alegre-se! Deixe a tristeza encostada na porta desconhecida, e não volte para buscá-la.
Sinta-se plenamente pronto para viver, que venha o melhor, que venham coisas boas, e as coisas ruins, tire de letra, pois que sabe cultivar a felicidade, sabe remover espinhos.


“Você é a própria essência do que deseja ter, que seja então, ainda hoje, o melhor que pode ser. Seja feliz!”



Somente o necessário: Excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas

por Carlos Hilsdorf
Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso.
Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência.

Comemos em excesso (observe você mesmo), trabalhamos em excesso (anda cansado, não é?), guardamos coisas em excesso (dê uma olhada em suas gavetas), nos importamos em excesso com a opinião dos outros... Há um excesso de preocupações e acúmulo de “gorduras” em diversas áreas de nossas vidas.

Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.
Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais.
Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.
Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.
Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!
Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...
Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.
Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.
Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.
Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...